quarta-feira, 16 de março de 2011

Na estrada - EmCenaCatarina - dia 05


E chegamos à Concórdia!
Nossa quinta apresentação foi no auditório da FABET, um espaço um pouco longe da cidade mas que tinha uma das coisas que mais tínhamos sentido falta até este momento: altura perfeita dentro do palco.
Como nós trabalhamos com projeção de vídeo no Pequeno Inventário de Impropriedades, sempre é bom quando o palco tem, no mínimo, uns 04 metros de altura. Dessa forma, o espaço ganha bastante amplitude e plásticamente/visualmente o espetáculo se torna mais interessante.
Além disso, a técnica de cultura do SESC daqui - Patrícia Galleli - providenciou a participação de umas turmas de estudantes dos cursos mantidos por esta instituição que, unidas ao público espontâneo, somou um dos maiores públicos do circuito até agora.

Na foto acima vocês vêem o nosso iluminador - Vitor Zimmermann - ensaiando para tomar meu lugar no espetáculo... sim! há cheiro de conspiração no ar!!! Abaixo temos fotos do saguão do espaço e da platéia!

Antes da apresentação:





...e durante o bate-papo com estudantes da universidade e alguns artistas locais que vieram assistir ao espetáculo:


Nas fotos abaixo:
01) Nosso motorista e super ajudante de montagem Paulo Renato, ops, Roberto!
02) Vitor super borrado e o técnico de iluminação que nos acompanha Jairo.
03) A visão que Aline teve para operar o som e a projeção neste dia.

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Todas as fotos deste post foram feitas por Aline de Góes... sim, porque a gente canta, dança, representa, tira foto e habla spañol!

domingo, 13 de março de 2011

Na estrada - EmCenaCatarina - dia 02, 03, 04


As viagens continuam e saindo de São Miguel do Oeste fomos direto para Chapecó.

Chegamos à unidade do SESC e fomos recebidos pela querida Camila Miotto e seu novo parceiro Dante.

A cidade de Chapecó e seu delicioso teatro para 100 pessoas já é nossa conhecida. Estivemos no ano passado fazendo apresentações de nossos outros dois espetáculos ali.

As duas apresentações ocorreram com tranquilidade, mas infelizmente para um público reduzido (aproximadamente 50 pessoas por apresentação). Depois, alguns amigos vieram justificar por facebook e/ou msn a ausência.... mas, não tem perdão!!!! Já estão todos na lista negra!!! (risos)




De Chapecó, fomos para Xanxerê (assim, do ladinho!). No auditório do Colégio Costa e Silva, tivemos uma grata surpresa. Se o público também não foi muito grande, foi super receptivo ao espetáculo.

Os projetos do SESC sempre propõem que se realize uma conversa após a apresentação. De todos os bate-papos que tivemos, neste quase todas as pessoas que assistiram ao espetáculo, permaneceram para conversar.

E o assunto foi dos mais variados. Desde o básico (sobre a Cia, sobre o tempo de ensaio da peça) até reflexões mais interessantes sobre a ruptura com a linearidade (no espetáculo e no mundo atual), a violência e sobre esquizofrenia. Parabéns Morgane (técnica de cultura da unidade do SESC) pelo trabalho de formação desenvolvido na cidade.



Após o espetáculo, ainda fomos recepcionados pelo "Seu Galelli" para um jantar em sua casa. Amigo de longa data (desde quando comecei a trabalhar com teatro) e diretor do Grupo Excelsior de Teatro da cidade de Xanxerê, fez alguns comentários super interessantes sobre o espetáculo e nos brindou com a possibilidade de "dar uma espiada" em sua biblioteca, que deixa muitas universidades brasileiras de teatro no chinelo.

Por enquanto é isso... logo logo voltamos com mais notícias. Hoje temos espetáculo em Concórdia (auditório da FABET), amanhã em Joaçaba (Teatro) e depois chegamos à Lages (Teatro do SESC e Pousada - 02 dias por lá).

sábado, 12 de março de 2011

Crítica por Marco Vasques!

Téspis Cia. de Teatro faz turnê por Santa Catarina
By Marco Vasques
Publicado originalmente na Revista Osiris, em 11/03/2011


A Téspis Cia. de Teatro faz turnê, durante todo o mês de março, pelo interior do estado Santa Catarina com espetáculo Pequeno inventário de impropriedades. O grupo que tem em seu repertório trabalhos como Lili reinventa Quintana [trabalho realizado a partir da obra do poeta Mario Quintana], A ingênua [baseado na obra da dramaturga argentina Griselda Gambaro] faz, agora, com Pequeno inventário de impropriedades o circuito EmCenaCatarina promovido pelo SESC. É preciso dizer que o teatro catarinense vive o melhor ciclo dos últimos 20 anos, pois não são poucas as companhias que acumulam mais de década de atividades contínuas e com repertório consistente e vasto. A Téspis Cia. de Teatro, por exemplo, está próxima de completar 20 anos de atividades ininterruptas. E é na constância do exercício que a companhia chega ao espetáculo Pequeno inventário de impropriedades que, sob nosso ponto de vista, é um dos melhores trabalhos do grupo. A dramaturgia surge de uma espécie de diário poético que o ator Max Reinert escrevia em seu blog homônimo. Poemas, contos, fragmentos de prosa poética que ele redigiu no blog foi, aos poucos, tomando um eixo-poético-visual que resultou numa dramaturgia perturbadora e que questiona os dias de morte em vida que o personagem passa. Que tal você acordar um dia e perceber que sua vida é amorfa, que você não tem muito motivo para estar no mundo, que as pessoas não se importam com suas dores e que você só é um “ser economicamente viável”. E perceber que vivemos numa moenda insana e somos a roda da máquina de produzir nulidades. E assim a vida escorrega pelas mãos. Contudo você percebe que pode e deve ir além e então resolve ter personalidade, ser autêntico e fazer da sua existência algo mais que comer, beber, falar umas bobagens e dormir até envelhecer e morrer. E é obvio que esta opção tem um preço, um alto preço. O espetáculo Pequeno inventário de impropriedades, escrito e interpretado pelo ator Max Reinert, nos coloca na posição fronteiriça entre seguir ou não-seguir às exigências diárias, entre aceitar ou banir a pasteurização completa da vida e, sobretudo, nos coloca face a face com o próprio ato de existir. O que está em questão é sim a existência e o seu sentido ou seu não-sentido. Camus, no livro O mito Sísifo, explora até as últimas consequências o que Max Reinert, dirigido por Denise da Luz, ilumina no palco. O trabalho tem um cenário mínimo [uma cadeira, um balde, cama emoldura por imenso tapete vermelho e enorme lençol branco ao fundo para as projeções de imagens]. E o palco inteiro para Max Reinert, num monólogo vertiginoso, coreografar a luz e as trevas de um personagem que pode muito bem ser qualquer espectador numa manhã qualquer. Pequeno inventário de impropriedades é fragmento que inteira. É poesia em movimento. É imagem capaz espantar o mais exigente dos artistas visuais. O que impressiona no trabalho é a capacidade que a direção teve de, ao utilizar outras linguagens, não apagar a figura do ator. Não raro espetáculos que usam de múltiplas linguagens abduzem o ator até sua arte virar apenas um apêndice. Há quem defenda este hibridismo completo. Não é o nosso caso. E Max Reinert está no seu momento como ator. Achou o ritmo do corpo, da voz e sua presença no palco. Ele domina o público. Faz do palco, praticamente vazio e imenso, sua arena de desejos e teatralidade. É bonito e emocionante ver um ator solto no palco, tratando sua arte na dimensão que Max Reinert alcançou. Faz o seu trabalho parecer fácil, natural como o voo de um pássaro. O diálogo com as mídias digitais ocorrem na medida exata. A direção do espetáculo é precisa, justa. Pequeno inventário de impropriedades é um grito contra a mecanização do homem em suas relações e em seus múltiplos sentidos. É estética da palavra, aliás, é a palavra a serviço da dramaturgia [Barthes]. É na imagem e no silêncio que mora a voz deste personagem que nos chega abrindo feridas e expondo as nossas fragilidades. Há apenas um pecado em Pequeno inventário de impropriedades. A peça-poema se torna redundante em suas referências simbólicas. O trabalho finda ao se projetar um poema, fruto da escrita de Reinert, em pleno combate com o ator. Neste ponto do espetáculo tudo já foi dito, tudo já foi apresentado, mas o grupo opta pela permanência do ator no palco para um pequeno epílogo. Uma coda inútil e redundante. Uma exacerbação que esgarça e atenua todo impacto poético produzindo anteriormente. E do próprio ator a frase: “Um ator, se tiver talento e trabalhar a vida toda, muito provavelmente terá uma carreira significativa.” A Téspis Cia. de Teatro já tem seu espaço assegurado na história de nosso teatro. Denise da Luz e Max Reinert têm seus nomes afirmados pelo longo, responsável e aplicado trabalho que vêm fazendo. Portanto, não deixem de apreciar a arte que chega em sua cidade. A programação com datas e cidades está em (www.tespisfpolis.blogspot.com). Bom espetáculo!! Ah! Pequeno inventário de impropriedades estará no Festival de Teatro de Curitiba que começa no final de março.

Fotos de Marco Vasques feitas durante o Festival de Teatro da FECATE, em Brusque (SC).

sexta-feira, 11 de março de 2011

...repercutindo...

Se o teatro é uma arte que só se completa na "relação" que estabelece com a platéia, é sempre uma grata surpresa encontrar no twitter (e onde for) alguém que se sensibilizou com nosso trabalho.

A apresentação de São Miguel do Oeste nos trouxe uma dessas gratas surpresas...e se conseguimos fazer com que pelo menos uma pessoa tenha estabelecido essa relação, já ficamos satisfeitos.




E que, de pouquinho em pouquinho, possamos ir conquistando mais pessoas através da arte!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Na estrada - EmCenaCatarina - dia 01

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Dizem que o ano só começa mesmo após o carnaval, não é mesmo? Pois é... cumprindo essa máxima, já colocamos o pé na estrada no último dia do feriado para começar as apresentações do espetáculo Pequeno Inventário de Impropriedades dentro do projeto EmCenaCatarina, promovido pelo SESC - SC.

12 horas de viagem, saindo de nossa sede em Itajaí para chegar a nossa primeira parada: São Miguel do Oeste.


E foi uma ótima surpresa encontrarmos uma platéia lotada (200 pessoas) e super receptiva, logo na quarta-feira de cinzas. Podemos dizer que começamos a viagem com o pé direito... ou melhor seria dizer que começamos o "ano" com o pé direito?

A cidade de São Miguel do Oeste fica no extremo de Santa Catarina, pertíssimo da divisa. É uma cidade relativamente pequena e, por isso, não tem teatro. Nossa apresentação aconteceu no auditório do Colégio La Salle, bairro Peperi e foi necessário a "adaptação" do espaço para podermos realizar o espetáculo.

Uma empresa de iluminação/sonorização viaja acompanhando a gente durante esta turnê e "providencia" todas as necessidades técnicas para a realização das apresentações. Obviamente só conseguimos fazer apresentações nesta cidade porque o SESC - SC é o responsável por todos estes custos.

Próxima parada, dias 10 e 11/03 em Chapecó!

Fiquem com mais imagens da montagem/apresentação/platéia daqui!








domingo, 27 de fevereiro de 2011

Agenda de apresentações para Março/Abril


A Téspis Cia. de Teatro vai ter um mês corrido nos próximos dias. Pequeno Inventário de Impropriedades vai participar de dois projetos nos meses de março e abril, somando 17 apresentações.

O primeiro deles, começando logo após o carnaval, é o EmCenaCatarina. Promovido pelo SESC - SC, o projeto de circulação atinge 24 cidades do estado, com apresentações gratuitas de espetáculos produzidos em Santa Catarina.

Nossa participação será dividida em duas etapas. A primeira acontece em onze cidades (lista abaixo), agora em março, e a segunda em novembro.

09/03 - Quarta-feira - São Miguel do Oeste (20h - Auditório do Colégio La Salle Peperi)
10/03 - Quinta-feira - Chapecó (20h - Teatro do SESC)
11/03 - Sexta-feira - Chapecó (20h - Teatro do SESC)
12/03 - Sábado - Xanxerê (20h - Auditório do Costa e Silva)
14/03 - Segunda-feira - Concórdia (Auditório da FABET)
15/03 - Terça-feira - Joaçaba (20h - Teatro Alfredo Sigwalt)
16/03 - Quarta-feira - Lages (20h - Pousada Rural)
17/03 - Quinta-feira - Lages (20h - Teatro do SESC)
19/03 - Sábado - Criciúma
20/03 - Domingo - Tubarão
21/03 - Segunda-feira - Laguna (20h - Centro Cultural Sto Antonio)

As informações sobre os locais e horários podem ser obtidas diretamente nas unidades do SESC de cada cidade!


Já no final do mês de março, início de abril, o espetáculo apresenta-se no Teatro da Caixa e integra a Mostra Outros Lugares, dentro do Festival de Teatro de Curitiba.

Composta por cinco espetáculos, a mostra apresenta o trabalho de autores ligados ao Núcleo de Dramaturgia do SESI Paraná.

Espetáculos com temáticas contemporâneas, em suas primeiras montagens, oferecem uma experiência interessante para aqueles que desejam ter contato com distintas estratégias de escrita.

Pequeno Inventário de Impropriedades se apresenta nos seguintes dias e horários:

30/03 - Quarta-feira - 21h
31/03 - Quinta-feira - 19h
01/04 - Sexta - feira - 21h
02/04 - Sábado - 15h e 19h
03/04 - Domingo - 21h

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Texto inédito do autor da Cia. será publicado pelo SESI-PR


O Núcleo de Dramaturgia do SESI Paraná divulgou na última sexta-feira a lista dos textos produzidos no ano de 2010 e que foram escolhidos para publicação, leitura e montagem.

A seleção dos 18 textos (dos 48 produzidos) que serão publicados em nova coletânea foi realizada por Gabriela Mellão e Lucianno Maza. O Núcleo de Dramaturgia do SESI Paraná tem a orientação de sua produzida realizada por Roberto Alvim.

Gabriela Mellão é dramaturga e jornalista. Natural de São Paulo, é pós-graduada em Jornalismo Cultural na PUC, estudou Cultura e Civilização Francesa na Sorbonne, em Paris, e Dramaturgia e História do Teatro Moderno em Harvard, Boston. Escreveu para os principais jornais do País, como Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo e Jornal da Tarde. Atualmente é colaboradora da revista Bravo!, onde escreve críticas de teatro e reportagens, e Folha de São Paulo. Também leciona Laboratório de Crítica Teatral para o curso de Jornalismo Cultural na pós-gradução da FAAP.

Lucianno Maza é dramaturgo, diretor e ator. Iniciou sua carreira como ator e vem se dedicando nos últimos anos à escrita e direção, sendo um dos promissores nomes da nova dramaturgia brasileira. Fundou em 2003 o grupo Projeto Grande Elenco no Rio de Janeiro, cujo foco é na dramaturgia contemporânea e busca por novas possibilidades de encenação e produção da mesma. Atualmente vive na cidade de São Paulo.

Veja a lista completa dos textos selecionados, que devem ter seu lançamento no Festival de Teatro de Curitiba, dentro de uma programação específica promovida pelo SESI:

Montagem
Hieronymus nas Masmorras, de Luis Felipe Leprevost

Leituras Dramáticas
Fractal, de Patrícia Kamis
Depois, de Marcelo Bourscheid
Devastidão, de Andrew Knoll
Odiar o Próximo como a Si Mesmo, de Sócrates Fusinato
Hereditário, de Paulo Renato Oliveira

Publicação (Além dos textos acima, serão também publicados os seguintes textos)
É Só Um Experimento Mental, de Emanuelle Sotoski
Colônia, de Angélica Rodrigues
Dissolução, de Luciano Ramos Mendes
Desvio para o Azul, de Ana Ferreira
Hipotermia, de Max Reinert
Os que se Veem, de Ana Johann
O Fantástico Coração Subterrâneo, de Diego Fortes
Histórias de Urubus, de Luiz Bertazzo
A Sopa, de Silvia Maria Monteiro
Lugar Nenhum, de Janja
6 segundos, de Eliane Karas
DeVir, de Nana Rodrigues