terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Atriz da Cia. ministra oficina intensiva de teatro em Itajaí


A atriz e diretora Denise da Luz ministra, no período de 12 a 16 de março (segunda a sexta) uma Oficina Intensiva de Teatro na cidade de Itajaí, através de uma realização do SESC - Itajaí

O teatro é uma das mais antigas manifestações humanas. Desde o homem primitivo que celebrava seus rituais em torno das fogueiras até as festas dionisíacas na antiga Grécia, os elementos de criatividade e representação do teatro já se encontravam presentes. 
As técnicas teatrais, por sua vez, além de serem utilizadas para seu objetivo primordial que é a capacitação de profissionais de teatro, podem ainda servir como um meio na formação de pessoas das mais diversas áreas. 
Nesta oficina serão abordados princípios do fazer teatral, através de exercícios psico-físicos e jogos improvisacionais, que visam desenvolver: socialização, desinibição, percepção, criatividade, imaginação, expressão corporal, expressão vocal, entre outros. 

Data: de 12 a 16 de março de 2012 (segunda a sexta-feira) 
Horário: das 19h as 22h 
Local: Itabella Shopping (antiga Giorama) – Rua Hercílio Luz, n.293 (nova sede do Sesc p\ cursos)
Inscrições: Sesc – Av. Marcos Konder, 888
Informações: 32490316 
Investimento: R$30,00 (estudantes e comerciários) e R$60,00 (comunidade) 
Público alvo: pessoas a partir de 12 anos. 
Ministrante: Denise da Luz (atriz, figurinista e diretora da Téspis Cia de Teatro, formada em Letras e atuante no teatro há 24 anos, foi diretora do Teatro Municipal de Itajaí, participou de várias oficinas de formação, apresentações e produção de espetáculos no Brasil e exterior; além de ter conquistado vários prêmios em festivais nacionais e internacionais)

Curriculum e mais informações:clique aqui!

....

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

FETEL - Festival de Teatro de Lages

foto: Marcos Porto
Começa hoje, em Lages, o 34o. Fetel.

Até o dia 26, um dos festivais mais antigos do estado, apresenta uma programação bastante diversificada, com atrações para crianças, para adultos, na rua, no palco e espaço alternativo.

A Téspis Cia. de Teatro estará apresentando no dia 23/11 (quarta-feira), as 20h30, no Teatro Marajoara, o espetáculo Pequeno Inventário de Impropriedades.

Eis, então, a programação completa:

Dia 21/11 - Segunda-feira
Categoria Adulto - Concerto em Ri Maior
Local: Teatro Marajoara, às 20h30min

Dia 22/11 - Terça-feira
Categoria Infantil - Lavou, Tá Novo
Local: Teatro Marajoara, às 14 horas
Categoria Adulto - Ana-me
Local: Teatro Marajoara, às 20h30min
Categoria Espaço Alternativo - Adoração
Local: Fundação Cultural às 22 horas

Dia 23/11 - Quarta-feira
Categoria Infantil - Lavou, Tá
Novo Local: CEIM Domingas Bianchini, às 10 horas
Categoria Infantil - O Menino do Dedo Verde
Local: Teatro Marajoara, às 10 horas e 14 horas
Categoria Rua - Saltimbembe e Mamembancos
Local: Praça João Costa, no Calçadão, às 17 horas
Categoria Adulto - Pequeno Inventário de Impropriedades
Local:Teatro Marajoara, às 20h30min
Categoria Espaço Alternativo - Adoração
Local: Fundação Cultural, às 22 horas

Dia 24/11 - Quinta-feira
Categoria Infantil - Pinochio - Olhos de Madeira
Local:Teatro Marajoara, às 10 horas e 14 horas
Categoria Rua - Saltimbembe e Mambembancos
Local: EMEB Pedro Cândido, às 10 horas
Categoria Rua - Rounin
Local: Largo da Catedral, às 20h30min
Categoria Espaço Alternativo - Viandeiros
Local: Fundação Cultural, às 22 horas

Dia 25/11 - Sexta-feira
Categoria Infantil - Sobrevoar
Local: Teatro Marajoara, às 10 horas e 14 horas
Categoria Rua - Circo Multimídia
Local: EMEB Fausta Rath, às 10 horas
Categoria Rua - A Cena É Pública
Local: Caic N.S. dos Prazeres, às 10 horas
Local: Praça João Costa (Calçadão), às 17 horas
Categoria Adulto - Sessenta Minutos para o Fim
Local: Teatro Marajoara, às 20h30min
Categoria Espaço Alternativo - Viandeiros
Local: Fundação Cultural, às 22 horas

Dia 26/11 - Sábado
Categoria Rua - Prismáticos
Local: Praça João Costa (Calçadão), às 10h30min
Categoria Adulto - Histórias com Desperdícios
Local: Teatro Marajora, às 19h30min e 21 horas

Entrada Franca 
Teatro Municipal Marajoara, telefone (49) 3224 8325

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

EmCena Catarina - 2a Etapa!

Começa neste dia 03 de novembro mais uma etapa do projeto EmCena Catarina promovido pelo SESC - SC. Até o dia 17, a Téspis Cia. de Teatro terá realizado 13 apresentações de seu mais novo espetáculo, Pequeno Inventário de Impropriedades.

Pequeno Inventário de Impropriedades estreou em abril de 2010 e desde então tem apresentado-se em vários festivais nacionais e internacionais. Foi um dos representantes catarinenses no Porto Alegre em Cena, no Caxias em Cena, no Festival de Curitiba, no Floripa Teatro, na Mostra Solus de Minas Gerais e também em festivais competitivos no interior do estado de São Paulo (onde inclusive somou 07 prêmios, sendo 02 deles de Melhor Texto Original).

Confira as datas das apresentações e as respectivas cidades abaixo. O espetáculo será apresentado sempre as 20h e a entrada é franca. Os ingressos estrão disponíveis sempre com 01 hora de antecedência. Maiores informações sobre os locais podem ser obtidas junto as unidades do SESC de cada cidade (ou cidade mais próxima).
Dia 03/11 (quinta) - Florianópolis
Dia 04/11 (sexta) - Florianópolis
Dia 06/11 (domingo) - Ibirama
Dia 07/11 (segunda) - Vidal Ramos
Dia 08/11 (terça) - Brusque
Dia 09/11 (quarta) - Gaspar
Dia 10/11 (quinta) - Blumenau
Dia 11/11 (sexta) - Jaraguá do Sul
Dia 13/11 (domingo) - São Bento do Sul
Dia 14/11 (segunda) - Joinville
Dia 15/11 (terça) - Itapoá
Dia 16/11 (quarta) - Barra Velha
Dia 17/11 (quinta) - Itajaí

Estas datas devem ser as últimas apresentações do ano da Téspis Cia. de Teatro. Mas, o espetáculo continuará em cartaz em 2012, com apresentação marcada já para o período de 14 a 21 de janeiro, na cidade de Rio Branco, no Acre!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Crítica da apresentação em Pindamonhangaba

Comentário publicado no blog Papo sem Censura sobre nossa participação no Festival Nacional de Pindamonhangaba


7º Espetáculo (concorrente): "Pequeno inventário de impropriedades", da Téspis Cia de Teatro. 
Dia: 15 de outubro 

A Téspis Cia de Teatro trouxe “Pequeno inventário de impropriedades”. Trata-se da reflexão conflituosa de um homem, que impulsionado por um determinado fato, revê sua vida e valores existenciais. É , no mínimo, um espetáculo instigante. E, como teatro também pode ser instigante, cumpre sua missão. O processo, segundo o autor e ator da peça, surgiu de oficinas de pesquisa ministradas por Roberto Alvin e, por isso tem os traços deste. Parte dos dramaturgos ou pessoas da área, torce o nariz para trabalhos pós-dramáticos ou que caminham nesse sentido. Talvez porque acabem resvalando em regras intocáveis do grande teatro. O texto e montagem por serem fragmentados parecem direcionar para o teatro não convencional. Mas dentro dos fragmentos é possível estabelecer conexões também fragmentadas. Quando ocorre a sintonia logo há um corte e se é levado para outras emoções.
Não se espera o entendimento racional, logo de cara, mas uma futura decodificação da sensação. Habituados a racionalizar tudo, até para proteção, tendemos a correr daquilo para o qual não temos resposta de imediato. Aí, o grande barato do espetáculo nos lançar num terreno de inseguranças, incertezas... Ninguém se sente confortável diante de suas “esquizofrenices”. Afinal, fomos muitos bem educados para só ser aquilo que é do entendimento geral. Não se pode deixar de apontar a iluminação (ou falta dela) que só acrescenta para o mundo das sombras.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

sábado, 24 de setembro de 2011

Crítica da apresentação do Pequeno Inventário em Porto Alegre

Pequeno Inventário de Impropriedades*

A literatura contemporânea tem duas marcas que podem ser consideradas definitivas: a hipertextualidade e a polissemia. Pequeno inventário de impropriedades, texto escrito por Max Reinert, sob orientação de Roberto Alvim, durante a Oficina do Núcleo Regular de Dramaturgia do Paraná, em 2009, parece redescobrir a poesia modernista, com versos livres e estrutura solta, e, ao investir no traço polissêmico, acaba fornecendo um material bastante nobre para o teatro pós-dramático ou contemporâneo. Dirigido por Denise da Luz, o espetáculo resulta numa grata surpresa desse final de programação do 18º Porto Alegre em Cena. Reinart, em 45 minutos, leva a cabo o espetáculo de uma forma bastante rica em possibilidades, essa uma característica fundamental para o gênero na qual a produção se insere. 

Chão vermelho. Uma cama ao fundo, uma cadeira à frente. O ator inicia o espetáculo a partir do texto. Há um personagem e o público é convidado a conhecê-lo de um jeito pouco esclarecedor: algumas pistas são dadas, mas não o suficiente para nos sentirmos confortáveis como estaríamos num bom e velho drama. Vale aqui a indecisão, a busca, a incerteza, o pântano. Reinert investe, como autor e como ator, em múltiplas possibilidades, fornecendo significantes com várias possibilidades de significados. Um pai de família afinal, um trabalhador, alguém comum que teve a sua vida modificada por um acontecimento fatal. Ou não? No fim do texto, o espectador segue livre para interpretar as coisas de outro jeito, embora todos nós tenhamos partido do mesmo ponto. Se as informações a respeito de suas relações familiares e profissionais fazem a percepção tomar uma direção, o tom de voz e o ritmo de pronúncia do discurso – irregular e, por vezes, gritado – permitem outras conclusões. Nesse caso, é difícil avaliar se o ator interpreta bem ou mal o personagem uma vez que a análise não consegue se decidir sobre qual personagem é esse. No entanto, no que diz respeito à interpretação, avalia-se a produção como cheia de bons valores. 

Os elementos que fazem par com o ator na cena também são sinais que acrescentam positivamente ao resultado final de Pequeno inventário de impropriedades. No espetáculo, a luz, o cenário e a trilha sonora, no que diz respeito a sua significação, mas também ao modo como a peça se viabiliza, são aspectos em grande sintonia. Em outras palavras, o extremo cuidado com que cada detalhe se integra à narrativa salta aos olhos do público que se sente valorizado. As projeções, vício desse tipo de produção, aqui foi utilizada de forma rica, principalmente por haver, cenicamente, um objeto/parte do figurino (uma cabeça de cavalo) e uma ação (deitar na cama aos pés dos cavalos) que relacionam a imagem da tela com a imagem teatral. A possibilidade de comunicação entre todos esses elementos garante ao todo a qualidade que um festival como o Porto Alegre em Cena merece e, nesse convidado catarinense, tem. 

* Rodrigo Monteiro é crítico teatral