segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Téspis completa 21 anos comemorando premiação internacional pela segunda vez

A Téspis Cia de Teatro está em festa, a semana está repleta de comemorações. 

Ao mesmo tempo em que a companhia completa nesta segunda feira - 08 de dezembro - 21 anos de fundação e ainda comemora a sua aprovação no Edital Petrobrás Sócio-Ambiental, acabou de receber a notícia de que foi novamente premiada pelo Edital Iberescena.

Em 2012, a Téspis recebeu o prêmio na categoria "Co-Produção de Espetáculos", com o qual financiou a montagem do espetáculo "Esse Corpo Meu?" em parceria com a Periplo Compañia Teatral (Buenos Aires, Argentina). Neste ano, foi uma das 12 propostas selecionadas de todo o Brasil, na categoria "Ajuda nos Processos de Criação Dramatúrgica e Coreográfica - em Residência", com o projeto "Questão de Gênero".

O Fundo de ajuda para as Artes Cênicas Ibero-americanas IBERESCENA, foi criado em novembro de 2006, tendo como base as decisões adotadas pela Cúpula Ibero-americana de Chefes de Estado e Governo, celebrada em Montevidéu (Uruguai), relativas à execução de um programa de fomento, intercâmbio e integração das atividades de artes cênicas ibero-americanas.  
O Iberescena, através do seu Edital, pretende promover os Estados membros e, por meio de ajudas financeiras, criar um espaço de integração para as Artes Cênicas. Seus objetivos principais são : Fomentar a distribuição, circulação e promoção de ibero-americanos. Incentivar as co-produções de espetáculos entre os órgãos públicos e/ou privados da cena ibero-americana e promover a sua apresentação no espaço cênico internacional. Promover a difusão de obras de autores ibero-americanos. Apoiar os espaços cênicos e os festivais Ibero-americanos, priorizando em sua programação, produções regionais. Favorecer o aperfeiçoamento profissional, nos setores de teatro e dança, principalmente no campo da produção e gestão.  
Atualmente, o Fundo Iberescena é integrado por 12 países, que financiam o programa pela Secretaria Geral Ibero-americana. São eles: Argentina, Brasil, Colômbia, Chile, Costa Rica, Equador, El Salvador, Espanha, México, Panamá, Perú, Uruguai e SEGIB.

Este prêmio ajuda a fortalecer o intercâmbio que a Téspis Cia. de Teatro mantém com a Periplo Compañia Teatral e proporcionará a criação de um novo texto teatral durante residência no El Astrolábio Teatro, em Buenos Aires, Argentina.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Grupo de Estudos Teatrais orientado pela Téspis Cia. de Teatro estreia espetáculo em Itajaí


“A distinção entre passado, presente e futuro não passa de uma firme e persistente ilusão." 
(Albert Einstein)

Sobre o Grupo

O Grupo de Estudos Teatrais (GET) nasceu como um curso livre de teatro oferecido pela Téspis Cia de Teatro na Casa da Cultura “Dide Brandão” no ano de 2013. Para a finalização desta primeira experiência que durou oito meses, foi montada uma adaptação do texto de Nelson Rodrigues: “A Valsa nº 6”, que realizou duas apresentações para o público em geral.
Com o intuito de dar continuidade e aprofundar os estudos sobre o fazer teatral, a Téspis, através de convênio celebrado com a Prefeitura Municipal de Itajaí, através da Fundação Cultural de Itajaí, passou a orientar um processo com os alunos que decidiram continuar sua formação na área em questão, a partir da montagem de um espetáculo de maneira colaborativa, onde os alunos propuseram os temas (através de pesquisa de matérias de jornais, internet, etc), improvisaram as cenas, contribuíram na construção dos cenários e da sonoplastia. Este trabalho, que com as apresentações deverá completar um período de dez meses, teve como objetivo oferecer aos alunos uma oportunidade de construir uma técnica particular de atuação, através de ferramentas oferecidas durante as aulas, com o intuito de conquistar autonomia na elaboração de seu próprio processo criativo.
Não se forma um ator em um ano, nem em dois, talvez nem em dez, pois ao contrário do que muitas vezes ainda se apresenta com um pensamento vigente, este é um trabalho que requer muito estudo, exercício, entrega e dedicação. Portanto, “Sobre o Tempo” é por assim dizer, uma mostra do momento do processo em que o GET se encontra.
O que está por vir?
Só o tempo poderá nos dizer!

Sinopse:

Quanto tempo dura 40 segundos? Quanto tempo dura a sua idade? Quanto tempo dura 400 horas apaixonadas? Quanto tempo dura 04 horas na prisão? Quanto tempo dura uma recordação? Quanto tempo dura 95 anos? Quanto tempo dura 25 anos? Quanto tempo dura uma pergunta sem resposta? Quanto tempo dura uma vida?
Variações sobre o tempo são a tônica que permeiam este espetáculo, onde fragmentos de diversas histórias se cruzam, criando um mosaico anacrônico sobre o poder deste fator implacável na vida da humanidade.

Todo aquele que é deveras um artista deseja criar em seu íntimo uma outra vida, mais profunda, mais interessante do que aquela que realmente o cerca.
(Constantin Stanislavski)

Ficha Técnica

Um processo orientado por Denise da Luz e Max Reinert, com assistência de Jônata Gonçalves
Alunos/Atores: Adriani Vieira, Ana Beatriz Vieira Cardoso, André Luiz Thieme, Bibiane Oliveira, Bruna Rogge Conte, Charles Camargo Teixeira, Douglas Fernandes de Moraes, Gabriel Felipe Spronello, Guilherme Raphael Caldeira, Isac Pereira Duarte, Mariana Righetto Pioli, Mayara Cristina da Conceição, Paula Ariel Kerscher e Rogerio Ferraes
Direção, Cenário e Figurinos: Denise da Luz
Dramaturgia e Iluminação: Max Reinert
Sonoplastia: André Luiz Thieme, Mayara Cristina da Conceição e Max Reinert
Operação Técnica: Jônata Gonçalves
Costuras: Lélia Machado de Melo

Um projeto da Téspis Cia. de Teatro, mantido por convênio com a Prefeitura de Itajaí, através da Fundação Cultural de Itajaí
Apoio: Casa da Cultura Dide Brandão

Serviço 

O quê? Espetáculo Sobre o Tempo 
Quem? GET – Grupo de Estudos Teatrais 
Quando? 06, 07, 13, 14, 20 e 21 de dezembro – sempre as 19h
Onde? Auditório da Casa da Cultura Dide Brandão de Itajaí 
Quanto? 01 kg de alimento não perecível 
Senhas distribuídas 30 minutos antes do início do espetáculo

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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Breve Panorama da Dramaturgia Catarinense Contemporânea

O grupo Porto Cênico (de Itajaí) lançou recentemente uma revista de teatro dedicada a discutir variados aspectos das artes cênicas contemporâneos. Em sua terceira edição, o tema escolhido é a Dramaturgia. Dentre os inúmeros textos, um deles faz um panorama sobre a dramaturgia catarinense contemporânea.

A Téspis Cia. de Teatro aparece nesse panorama representada por seu diretor artístico, Max Reinert, que tem sua obra analisada por Afonso Nilson Souza e Stephan Baumgartel, junto a vário autores catarinenses que estão desenvolvendo seus trabalhos tão criativamente.

Abaixo reproduzimos o texto para que vocês conheçam um pouco do trabalho dramatúrgico que está sendo produzido no teatro de Santa Catarina. Quem tiver interesse de conhecer toda a revista, pode clicar neste link aqui!

Boa leitura!!!!

Max Reinert em cena de Pequeno Inventário de Impropriedades - Foto de Núbia Abe


Breve Panorama da Dramaturgia Catarinense Contemporânea
por Afonso Nilson Souza e Stephan Baumgartel
A dramaturgia em Santa Catarina tem tido, ao longo dos últimos anos, um crescente número de novos autores e textos inéditos encenados e publicados. Essa efervescência não apenas representa o aumento de grupos profissionais em atuação no estado, mas a demanda crescente que o país tem por profissionais de texto criativo, seja dramático, literário ou cinematográfico. Nesse contexto, traçamos um rápido panorama desse movimento, citando, brevemente, obras e autores que constituem um movimento de ampliação e diversificação do número e da qualidade da dramaturgia catarinense recente.

Gregory Haertel, em parceria com a Cia Carona de Teatro, de Blumenau, é o dramaturgo com maior número de textos encenados em Santa Catarina nos últimos anos. São de sua autoria: A parte doente, Volúpia, Passarópolis, Sujos, Das águas, entre outros com considerável penetração nos circuitos de festivais e mostras de teatro nacionais. Convém também destacar que o processo colaborativo de construção dos textos é uma constante no trabalho do autor em parceira com a Cia Carona, sendo um dos únicos autores que trabalha continua e sistematicamente com esse procedimento no estado.
Max Reinert, a partir de sua formação no Núcleo de Dramaturgia do Sesi Paraná, sob orientação de Roberto Alvim, vem desenvolvendo uma série de experiências dramatúrgicas utilizando a fragmentação da narrativa, ambivalência temporal e outros recursos contemporâneos de composição textual. Seu texto Meteoros, por exemplo, lida com uma espécie de incompletude dialógica entre os personagens, aproximando-se pela estrutura ao clássico Na Solidão dos Campos de Algodão, de Bernard Marie Koltès. Já, em Pequeno Inventário de Impropriedades, o dramaturgo utiliza não apenas uma narrativa aos saltos, fragmentada, mas também quebra da diegese em direção a universos surreais e esquizofrênicos. 
O texto Maria, a Louca, de Antônio Cunha, após encenação em São Paulo com direção do pesquisador e diretor Jairo Maciel, teve uma montagem portuguesa com direção de Maria do Céu Guerra, também apresentada em Florianópolis em 2011. O autor, um dos mais atuantes do estado, estreou em 2014 seu mais novo texto, o monólogo Eu Confesso, sob sua direção e atuação do veterano Édio Nunes.
Alguns textos nem tão recentes receberam novas montagens, como, por exemplo, Urano Quer Mudar, de Rogério Christofoletti. A montagem dirigida por Brígida Miranda, com atuação de Ronaldo Faleiro e Margarida Baird, oxigenou o texto que além de sua estreia no Festival Internacional de Teatro de Blumenau, em 2005, não havia tido novas montagens. Os textos Mulheres Nuas e Quatro, de Marlio Silveira da Silva, receberam novas montagens pelo Grupo Círculo de Teatro em 2011 e 2012, com direção de Christiano Scheiner, que, além das atividades como produtor e diretor, mantém ativa sua produção dramatúrgica, tendo encenado recentemente os textos Pequeno Monólogo de Julieta e O Açougueiro, além de ter publicado textos teatrais em periódicos. 
Novos nomes também começam a despontar no cenário. André Felipe, de Florianópolis, recebeu duas vezes o Prêmio Rogério Sganzerla, da Editora da Universidade Federal de Santa Catarina, pelos textos Suéter Laranja em Dia de Luto e Não Sempre. De Jaraguá do Sul, Paulo Zwolinski teve a peça Como Se Eu Fosse O Mundo encenada no Festival de Curitiba em 2010, com direção de Roberto Alvim; a peça Os Pássaros foi encenada em 2013 pelo Edital Novelas Curitibanas, com direção de Don Correa. Em 2014, também com direção de Don Correa, o texto Gafonhoto estreou no Festival de Curitiba. Também oriundo do Núcleo de Dramaturgia do Sesi Paraná, Zwolinki teve o texto Como se eu fosse o mundo publicado pelo selo do projeto em 2010. Nascido em Lages, mas radicado agora em Curitiba, temos o autor Andrew Knoll, cujos textos Fatia de Guerra e Devastidão, foram publicados pelo referido Núcleo de Dramaturgia do Sesi Paraná, recebendo também o primeiro uma montagem de Roberto Alvim em seu teatro Club Noir em São Paulo. 
A publicação de textos de teatro em livros permanece bastante rara, mas com algumas honrosas exceções. Max Reinert lançou, em 2013, o livro Primeiras Obras, pelo selo Questão de Crítica. Paulo Zwolinski lançou pelo selo do Núcleo de Dramaturgia do Paraná o livro Como Se Eu Fosse O Mundo. Almilcar Neves, que já havia publicado o polêmico No Tempo de Eduardo Dias em 2005, não tão recentemente publicou Se te Castigo é Porque te Amo, em 2010, pela Letras Contemporâneas. Em 2014, o Erro Grupo lançou Poética do Erro: Dramaturgias, uma coletânea com nove textos de autoria de Pedro Benaton e Luana Raiter
Cabe mencionar uma autora catarinense veterana que, recentemente, viu dois de seus textos teatrais publicados pela editora Giostro em uma obra intitulada Otto. Edla van Steen, nascida em 1936 em Florianópolis, pode ser mais reconhecida como autora de contos e romances, mas seus textos teatrais sempre visaram um acabamento formal cuidadoso dentro de sua proposta realista. Um cuidado que lhe rendeu, em 1989, os prêmios Moliére e Mambembe pelo texto O último encontro, bem como o Troféu APCA de Revelação de autor, algo inusitado para uma escritora de então 53 anos. 
Outro dramaturgo premiado nacionalmente é Carlos Eduardo Silva, que, em 2000, ganhou o prêmio de dramaturgia do MINC com sua comédia de costumes A Filha da..., e, em 2004, o prêmio da Funarte com sua comédia Hemp. Desde então,Carlos escreveu outros textos teatrais, mas nenhum deles ganhou uma montagem de destaque, o que aponta para um desafio estrutural ainda não solucionado pelos dramaturgos e pelos órgãos de fomento teatral do Estado de como concretizar uma produção dramatúrgica contínua e de qualidade. 
Se comparamos os textos dos autores aqui citados (aos quais poderíamos juntar também os dramaturgos e os diretores Sulanger Bavaresco, Afonso Nilson, Daiane Dordete Steckert bem como resultados dos processos coletivos do Dionisos Teatro), podemos constatar que a maioria apresenta um diálogo bastante solidário com os preceitos dramáticos de um realismo ilusionista que nos apresenta uma situação ficcional reconhecível em sua verossimilhança empírica e que desemboca em diálogos intersubjetivos que façam a ação ficcional desenvolver- -se por meio de um conflito a ser resolvido. Exceções são principalmente os textos criados pelos novos autores influenciados pelas propostas do diretor Roberto Alvim no Núcleo de Dramaturgia do SESI Paraná, mas também os trabalhos monológicos de Daiane Steckert. Nesses textos, o foco desloca-se de um conflito intersubjetivo para um conflito interno das figuras, muitas vezes figuras que aglutinam diversas vozes dissonantes em um único discurso. Mais do que isso, são textos que nos apresentam um enfoque composicional em uma meta-textualidade pelo qual o conflito não se situa apenas no nível ficcional, mas, sobretudo, em relação ao material apresentado: sua instância autoral problematiza sua relação (seu domínio e objetividade); sua apresentação fragmentada (que não raramente nos apresenta tempos e lugares distintos como se fossem simultâneos) desafia as capacidades de compreensão e interpretação do leitor. 
Desse modo, encontramos como voz autoral presente no texto não apenas aquela já conhecida de um narrador explícito, que pode ser incorporada e até escondida em um conjunto dramático, mas também uma voz mais sub-reptícia que se apresenta nas frestas da composição e precisa ser detectada pelo leitor. Ela configura o conflito não mais num eixo narrativo, como conflito intersubjetivo entre personagens ficcionais, mas como conflito articulado tematicamente na composição do trabalho, como, por exemplo, nos textos de Max Reinert, Paulo Zwolinski e Andrew Knoll
Encontramos, aqui, uma membrana linguística entre a percepção humana e o mundo percebido que evidencia o tecido da linguagem como um filtro que tinge nossa consciência daquilo que chamamos de “mundo”. Ao evidenciar criticamente esse filtro, tais textos participam em uma crítica da percepção humana bem como da construção dramática como imitativa de uma realidade supostamente objetiva. Na medida em que a dramaturgia catarinense afasta-se de uma apresentação dramática ingênua e incorpora procedimentos críticos ao drama, ela consegue participar desse propósito contemporâneo de apresentar uma imagem textual do mundo ao mesmo tempo em que esse texto apresenta uma (auto)crítica de seus procedimentos de criar essa imagem. Desse modo, a dramaturgia catarinense contemporânea – que difere daquela que apenas está sendo escrita hoje em dia –, apresenta aos seus leitores e espectadores um projeto literário no qual se indaga não só as características, contradições, medos e esperanças de uma vida humana no mundo atual, mas, sobretudo, a capacidade performativa da linguagem de criar essa vida e esse mundo para nós seres humanos. Com esse foco, ela desafia também os diretores e seus modos de encenação para que eles encontrem novas poéticas cênicas para esse tipo de textualidade teatral. 
O grande desafio poético (e social, na medida em que a forma de uma obra é seu conteúdo social) será provavelmente mediar essa metatextualidade com o horizonte de expectativa do público catarinense impregnado em grande parte pelos preceitos do realismo. Ao conseguir essa mediação, tais textos estabeleceriam um contexto realista que insiste na realidade empírica como uma realidade compartilhada por todos, mas abririam frestas nessa imagem realista pela qual um senso de possibilidades outras pode se manifestar na imaginação coletiva dos leitores e dos espectadores. Tomara que a renovação formal da dramaturgia catarinense e seu crescimento quantitativo ganhem o apoio das diversas instituições de fomento (municipais, estaduais e público-privadas) para que ela possa consolidar-se e exercer essa força formadora cultural no Estado. 
Afonso Nilson Souza: é dramaturgo, produtor cultural, mestre em teatro e analista de programação social do SESC Santa Catarina (Florianópolis).  Stephan Baugartel: É doutor em teatro, professor na UDESC (Florianópolis), desenvolve pesquisas na área de dramaturgia

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Edital Petrobras SocioAmbiental

A Téspis Cia. de Teatro recebeu nessa semana uma ótima notícia! O projeto "Reciclando com Arte", inscrito no edital público do Programa Petrobras Socioambiental, foi um dos 05 projetos contemplados no estado de Santa Catarina.

"A seleção pública Comunidades para projetos dos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul teve 297 projetos inscritos. Desse total, 39 foram reprovados na triagem administrativa por não atenderem às condições do regulamento. Dos 218 projetos que passaram por avaliação técnica, oito foram rejeitados. Restaram 250 iniciativas, que foram encaminhadas ao Conselho Deliberativo.
Ao final do processo, 57 projetos foram contemplados – 33 de São Paulo, 11 do Paraná, cinco de Santa Catarina e oito do Rio Grande do Sul. Cada um deles receberá até R$ 300 mil (trezentos mil reais) para desenvolver suas atividades num período de 24 meses. No total, investiremos R$ 16 milhões (dezesseis milhões de reais) nos projetos socioambientais selecionados."

O projeto inscrito pela Téspis visa promover ações de educação ambiental, por meio de apresentações teatrais e oficinas, além do debate para a conscientização da necessidade de se preservar o planeta. Será realizado totalmente na cidade de Itajaí e deverá atingir 22 mil pessoas no total.


sábado, 27 de setembro de 2014

Grupo de Estudos Teatrais mantido pela companhia recebe oficina de formação com artistas de Buenos Aires


O GET - Grupo de Estudos Teatrais, coordenado pela Téspis Cia. de Teatro, em parceria com a Fundação Cultural de Itajaí, através de convênio com a Prefeitura de Itajaí, recebe neste final de semana os artistas da Periplo Compañia Teatral que ministra oficina de formação para os seus integrantes.

Nos dias 27 e 28 de setembro, Diego Cazabat e Hugo De Bernardi, passam 12h trabalhando na cidade de Itajaí exclusivamente com os membros do grupo, que aproveitam a oportunidade para aprofundar ainda mais seu fazer teatral.

A Periplo Compañia Teatral é um grupo estável de teatro com sede em Buenos Aires, Argentina (El Astrolábio Teatro), com o qual a Téspis mantém intercâmbio permanente desde 1997. Donos de um extenso currículo de realizações, o grupo já participou de festivais e turnês por vários países na América do Sul, do Norte e Europa. Recebeu inúmeras premiações, tanto por seus espetáculos quanto por seu trabalho de excelência no ensino teatral.

GET, formado por integrantes das mais variadas idades, se reúne todas as semanas, desde março deste ano. Seu principal objetivo é estabelecer um trabalho continuado de estudo sobre as técnicas atorais. Para tanto, além do treinamento físico, das práticas teóricas e dos exercícios práticos de construção de cenas, o grupo experimenta um processo de criação de um espetáculo teatral intitulado "Sobre o Tempo" que tem estreia marcada para a primeira quinzena de dezembro.

O espetáculo tem dramaturgia inédita criada pelos alunos/atores sob orientação e finalização de Max Reinert. A direção do trabalho, assim como a coordenação pedagógica do grupo, está a cargo de Denise da Luz. Todo o processo contou com a assessoria de Jônata Gonçalves.


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

De estrada em estrada....

Foto: Luiz Krambeck
A Téspis Cia. de Teatro segue na estrada com o espetáculo Um, Dois, Três: Alice! pelo projeto EmCena Catarina do SESC. Nesta semana, realiza as duas últimas apresentações da primeira etapa, nas cidades de Brusque (Dia 23 - Teatro da Unifebe - 14h30) e Blumenau (Dia 24 - Teatro Carlos Gomes - 15h).

Mas, quem acha que o grupo retorna direto para Itajaí após estas apresentações, está enganado! 

De Blumenau a Cia. viaja diretamente para Lages, onde participará do 35o FETEL - Festival Nacional de Teatro de Lages, apresentando nos dias 25 (Teatro do SESC - 14h30) e 26 (Teatro Marajoara - 14h30).

O FETEL é um dos festivais mais antigos do país e reúne, neste ano, espetáculos de vários estados brasileiros, dando ênfase na a formação de plateias e a circulação de espetáculos de rua por vários bairros da cidade.

Todas as apresentações acima tem entrada gratuita! Informe-se e compareça!!

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Téspis retorna ao Caxias em Cena, dessa vez com 02 espetáculos!



"Esse Corpo Meu?" e "Meteoros" compõem a programação do 16o Festival Caxias em Cena de Teatro

Foto: Emanuele Mattiello
O Caxias em Cena é um festival de artes cênicas, sem caráter competitivo, que desde a sua primeira edição - realizada em 1999, por meio de uma ação de interiorização do Porto Alegre em Cena - vem se consolidando como um dos mais importantes eventos artístico-culturais do sul do país.

Motivada pelo desejo de oportunizar à população caxiense o acesso a espetáculos de importantes grupos e artistas de teatro, dança e música, nacionais e internacionais, a Prefeitura de Caxias do Sul vem garantindo a continuidade do Festival que vem trilhando uma trajetória de vitórias e crescimento.

O Festival apresenta, anualmente, espetáculos de grupos e artistas nacionais e internacionais, para os públicos adulto, infantil e juvenil, tendo como principal característica a diversidade de linguagens.

O 16º Caxias em Cena acontecerá de 03 a 14 de setembro de 2014 e pretende repetir o sucesso das edições anteriores, oferecendo uma programação atrativa e de qualidade que vai privilegiar a realização de espetáculos de teatro.

A divulgação dos espetáculos selecionados, que estava prevista para ocorrer no dia 27 de junho, teve que ser prorrogada em virtude do grande número de inscrições. Foram mais de 170 espetáculos inscritos, cujas propostas e vídeos estão sendo analisados, um a um, pela equipe da Unidade de Teatro, responsável pela curadoria do Festival.

A Téspis Cia. de Teatro participou da edição de 2011, com o espetáculo Pequeno Inventário de Impropriedades, que aproveitou a participação no Porto Alegre Em Cena e estendeu sua viagem até Caxias. Desta vez a companhia viaja exclusivamente até caxias levando na bagagem os espetáculos Esse Corpo Meu? (19h) e Meteoros (18h), que apresentam-se nos dias 06 e 07 de setembro, respectivamente, no Teatro Municipal.

Foto: Nubia Abe

domingo, 10 de agosto de 2014

Já está no ar a programação do Fita Floripa e do Fenatib - 2014

Agora você já pode acessar a programação de dois dos maiores festivais de teatro de Santa Catarina. Está no ar a programação do Fita Floripa e do Fenatib. Acesse e agende-se!!!



O festival acontece de 16 a 23 de Agosto em vários teatros de Florianópolis. A Téspis apresenta Um, Dois, Três: Alice no Fita no dia 20 de agosto, no Teatro da UFSC.



O festival acontece de 22 a 29 de agosto, em vários espaços de Blumenau. A Téspis apresenta Um, Dois, Três: Alice no Fenatib dia 28 de agosto, na Fundação Cultural de Blumenau, Sala Carlos Jardim, as 9h, 15h e 19h30.

Esperamos por vocês!!!


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sexta-feira, 11 de julho de 2014

Um, dois, três: Alice! da Téspis Cia. de Teatro é convidada para participar de importante Festival no Estado de Santa Catarina

Foto: Fernanda de Freitas Pereira
É de grande importância para uma companhia de teatro a participação em festivais. Sejam eles de alcance local ou até mesmo internacional, a possibilidade de poder apresentar o espetáculo para aquela plateia, trocar experiências com outros profissionais e participar de debates e discussões acerca do teatro e sua abrangência sócio-artístico-cultural é incomparável. O Estado de Santa Catarina possui atualmente alguns festivais que se configuram dessa maneira: grandes encontros entre artistas e público. Um dos mais conhecidos e renomados é o Festival Internacional de Teatro Universitário de Blumenau, que no ano de 2014 chega a sua 27ª edição.

Entre os dias 17 e 24 de julho Blumenau e região poderão contar com uma variada programação, com espetáculos cuidadosamente selecionados por uma curadoria especializada e outras muitas ações que compõem a sua grade de atrações. Dentre essas ações o Fitub traz o “Teatro na Escola”. Essa iniciativa tem como foco o ensino do teatro nas escolas, oferecendo oficinas gratuitas para crianças e professores da rede pública de ensino de Blumenau e a apresentação de espetáculos para o público infantil. Com grande orgulho a Téspis Cia. de Teatro foi uma das convidadas para compor essa programação com o seu espetáculo para crianças de todas as idades Um, Dois, Três: Alice!.


Livremente inspirado em "Alice no País das Maravilhas" de Lewis Carroll, esta montagem explora a ludicidade tanto no jogo corporal dos atores como no uso de objetos em cena. Para contar a aventura de Alice que mergulha em um mundo cheio de enigmas e fantasias, a Téspis Cia de Teatro, lança mão de diversos elementos, como: cenários que se movem e se transformam em diversos ambientes, objetos de brinquedo que ajudam a compor os personagens e a utilização de projeção de vídeos. O Coelho Apressado, A Rainha de Copas, A Duquesa, A Lagarta, O Chapeleiro Maluco, Os Animais da Floresta, As Cartas de Baralho e Alice, encontram-se novamente para recontar essa história que tem mais de 150 anos, mas não deixa de encantar crianças e adultos.

Um, Dois, Três: Alice! também irá integrar a programação do festival no dia 21. Este espaço, que antigamente era chamado de “Mostra Paralela” já foi palco para outras apresentações da Téspis Cia. de Teatro. Entre os anos de 1998 e 2003 o grupo participou com cinco espetáculos dentro do Festival.

Além de participar este festival, o espetáculo Um, Dois, Três: Alice! também foi selecionado para os festivais: FITA (Festival Internacional de Teatro de Animação) que acontece em Florianópolis e o Fenatib (Festival Nacional de Teatro Infantil) que também é realizado em Blumenau. Ambos os festivais são executados no mês de agosto desse ano.

Seja plateia, ou artista selecionado, ou uma pessoa interessada em discutir o teatro produzido pelas universidades de artes cênicas do Brasil e fora dele, o certo é que a cada ano o Fitub se mantém como um dos grandes e relevantes festivais do Estado. A participação da Téspis Cia. de Teatro nesse evento e nos outros é compreendida como o reconhecimento do trabalho que vem desenvolvendo em seus 20 anos de história.

Foto: Fernanda de Freitas Pereira


Serviço:

Mostra Teatro na Escola

Dia: 15/07
Horário: 13h30 e 19h
Local: FURB – campus 1 – Sala S 113
Entrada franca

Dia: 16/07
Horário: 10h e 15h30
Local: FURB – campus 1 – Sala S 113
Entrada franca

Mostra Ibero-Americana Pachoal Carlos Magno

Dia: 21/07
Horário: 16h30
Local: Teatro Carlos Gomes – Pequeno Auditório Willy Sievert
Ingressos: R$ 15,00 / Meio R$ 7,00 / Alunos e funcionários da FURB R$ 5,00

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Alice em 03 novos festivais!

Foto de Fernanda de Freitas Pereira

Um período com muitas viagens está previsto para os próximos meses da Téspis Cia. de Teatro. O espetáculo Um, Dois, Três: Alice! foi selecionado para participar de 03 festivais em Santa Catarina.

O Festival Internacional de Teatro Universitário de Blumenau, o Festival Internacional de Teatro de Animação de Florianópolis e o Festival Nacional de Teatro Infantil de Blumenau serão os palcos que os atores Denise da Luz, Jônata Gonçalves e Cidval Batista Jr usarão para mostrar a versão da Cia. para a obra de Lewis Carrol.

Livremente inspirado em "Alice no País das Maravilhas", esta montagem explora a ludicidade tanto no jogo corporal dos atores como no uso de objetos em cena. Para contar a aventura de Alice que mergulha em um mundo cheio de enigmas e fantasias, a Téspis Cia de Teatro, lança mão de diversos elementos, como: cenários que se movem e se transformam em diversos ambientes, objetos de brinquedo que ajudam a compor os personagens e a utilização de projeção de vídeos. O Coelho Apressado, A Rainha de Copas, A Duquesa, A Lagarta, O Chapeleiro Maluco, Os Animais da Floresta, As Cartas de Baralho e Alice, encontram-se novamente para recontar essa história que tem mais de 150 anos, mas não deixa de encantar crianças e adultos.

Desde sua estréia, Um, Dois, Três:Alice! já se apresentou, além de SC, nos estados de São Paulo e  Rio de Janeiro, participando de festivais não competitivos e recebendo ótima receptividade de público e crítica.

Saiba um pouco mais sobre os festivais que acontecem no estado a partir do mês de julho: 

O Festival Internacional de Teatro Universitário de Blumenau é um dos mais importantes eventos de ensino, pesquisa e extensão do calendário do teatro universitário brasileiro e sul-americano, seja pela sua natureza arrojada seja pela sua permanência e regularidade. Este ano completa a vigésima sétima edição no período de 17 a 24 de julho. 
As apresentações dos espetáculos estão vinculadas a debates e análises, que por seu elevado nível didático pedagógico, graças ao corpo de professores-artistas, cumpre papel decisivo no estímulo à criação e à indução de novas experiências cênicas por meio de uma crítica fortemente reflexiva de caráter eminentemente construtivo.  
A descentralização dentro da cidade se dá por meio do Palco sobre Rodas onde são oferecidos espetáculos que circulam pelos bairros de Blumenau, além dos espaços alternativos exigidos pelas próprias montagens dos espetáculos das Mostras. 
Estimulando o desenvolvimento artístico e cultural do estado de Santa Catarina e projetando a FURB no âmbito do país e da América Latina, o festival é uma fonte multiplicadora e irradiadora de saberes que se harmonizam por meio da síntese entre ensino, pesquisa e extensão. 

O FITA - Festival Internacional de Teatro de Animação foi criado em 2007 com o intuito de ampliar o acesso dos catarinenses a espetáculos de teatro de animação, divulgando suas diferentes linguagens ao público de todas as idades. Desde então, o evento é coordenado por sua idealizadora, Sassá Moretti, atualmente professora do curso de Artes Cênicas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com a produtora executiva Zélia Sabino, do Departamento Artístico Cultural da mesma instituição. 
Até o ano passado, o FITA reuniu companhias vindas de mais de vinte países da América Latina e Europa e cerca de cinquenta grupos brasileiros. Foram mais de cento e cinquenta apresentações realizadas em seis anos de Festival, em diversos espaços culturais na cidade de Florianópolis expandindo-se para outras cidades de Santa Catarina desde sua primeira edição.
Neste ano, a oitava edição do festival acontece no período de 16 a 23 de agosto.

O Festival Nacional de Teatro Infantil é realizado anualmente em Blumenau, levando espetáculos ao Teatro Carlos Gomes, Fundação Cultural de Blumenau, e espaços alternativos. Este ano, em sua décima oitava edição, acontece no período de 20 a 29 de agosto. O evento atinge cerca de 15 mil crianças a cada edição. É considerado pelos críticos teatrais referência nacional na área, por ser o único do gênero, e vem contribuindo para a formação e educação de plateia infantil. Paralelamente aos espetáculos acontecem também oficinas, debates, palestras e mesas redondas sobre os trabalhos apresentados. 

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Resenhas críticas escritas por participantes do Grupo de Estudos Teatrais

A Téspis Cia. de Teatro mantém um Grupo de Estudos Teatrais, formado por aproximadamente 20 alunos e fazedores de teatro da cidade de Itajaí, trabalhando em uma formação continuada. Uma das atividades realizadas no grupo é a elaboração teórica.

Como exercício, foi solicitado aos participantes a escrita de uma resenha crítica a partir do espetáculo Esse Corpo Meu? da Téspis Cia. de Teatro que estreou no dia 15 de março de 2014, no Teatro Municipal de Itajaí. Abaixo divulgamos alguns textos que foram elaborados:




Bonecos de carne experimentam o masculino e o feminino
por André Luiz Thieme* 

Foto: Emanuelle Mattiello

O espetáculo “Esse Corpo Meu?” da Téspis Cia. de Teatro, aborda uma temática apropriadamente atual em que se discute e se aprecia tanto o corpo humano. Vivemos uma época em que o corpo humano está maximizado, os conceitos de beleza estão exacerbados, buscando-se no próprio corpo os ajustes não naturais. TRANSformamos o corpo em esculturas gregas, que exacerbam as características mais apreciadas de forma a tirar o corpo do seu equilíbrio. Arrancando partes que não são desejadas e aumentamos as partes que são. E assim o corpo se torna masculino, feminino, TRANScende as barreiras do que é feminino e masculino, TRANSporta vontades, anseios, TRANSborda. 
Falar do corpo, é falar de nós mesmos, é lembrar que somos carne e que desta carne surgem os anseios, irritações, inadequações, desespero. O desespero de nos encontrarmos, de sabermos quem somos e como somos, e ao encontrar ou descobrir, poder expressar isso nos nossos corpos. Quando expressamos em nossos corpos, o outro vê e então vem o julgamento, logo passo a expressar em meu corpo apenas aquilo que o outro aprova, ou drasticamente aquilo que ninguém aprova.
O trabalho desenvolvido pelos atores Denise da Luz e Max Reinert nos suscita muita discussão sobre o que é corpo, como o habitamos, e o que está atrelado a ele. Os artistas em cena desenvolvem um jogo com ações claras e com o público, convidando-nos a discutir o tema. O cenário e figurinos criam uma atmosfera de curiosidade, de busca de algo, de necessidade de encontrar algo. A meu ver, a iluminação contribuiu para manter este efeito e colocar o foco no que estava sendo proposto. A sonoplastia foi o único elemento que trouxe palavras, ou aquilo que geralmente consideramos o texto, no momento da peça senti como complementares, mas hoje me pergunto se eles não direcionam a interpretação do espectador. No entanto, o texto apresentado da forma em que surgiu, contribuiu para o arco dramático da peça, que no meu entendimento, atinge o ápice no show de máscaras, que constitui um diálogo sincero e cômico com a plateia. 
Todas as imagens criadas no espetáculo colocam o expectador no desconforto, como sugere os dois personagens iniciais, que a mim remetem a bonecos que tentam entender o que cabe a eles, e exploram possibilidades. As ações desempenhadas pelos atores eram concretamente simbólicas, ou seja, estavam totalmente em relação com a cena, mas remetiam a um significado maior que possibilita a discussão do tema de gênero. Todo o jogo proposto um com o outro e deles com a plateia, levam a um final gentil e reconfortador.






* André Luiz Thieme, 27 anos, é Mestre em Psicologia e professor na Unifebe e Faculdade Avantis.






Esse corpo meu?
por Mayara Cristina da Conceição* 
Foto: Emanuelle Mattiello

Um espetáculo que utiliza como tema a Transexualidade e questiona seus espectadores a todo o momento sobre os padrões criados socialmente de identidade e gênero.

O que é identidade? O que é gênero? O que é ser normal ou anormal? O que “SOU” e o que “DEVO SER”? O que é “TRANS”? O que é “SER” trans? Onde está a inadequação do que vejo, do que quero ser e do que eu sou? Está bom? Agora está bom pra vocês? 
Não tínhamos como sair do teatro, sem essa mobilização interna do questionamento, que surgia a cada ação e em cada cena ininterruptamente. Um espetáculo que sem perceber, nos movia em direção à ação, e nos desorientava em pensamento. Um tema criativo e inovador. Não que a sexualidade seja algo abordado apenas nos dias de hoje- pois há tragédias gregas que já utilizavam como tema principal a homossexualidade-, mas o tema não se limitava nisso, e nem tão pouco, tinha seus limites previstos.

A peça era realizada por dois atores que necessitavam apenas de seus corpos para se expressarem, sem falas. No decorrer da peça surgiam palavras no áudio, que iniciavam com “TRANS” (transformar, transpirar...). As ações eram específicas e ajudavam a entender o contexto que estava sendo trabalhado, mas a cada palavra dita inúmeras vezes (trans, trans, trans), era como se algo me dissesse: “não é só isso, abre o teu vocabulário, abre a tua visão do que é o TRANS, abre a tua concepção de mundo e sociedade”.

Enquanto assistia, meu pensamento fluía. Não pude deixar de pensar enquanto sujeito de uma sociedade alienada. Uma sociedade em que todos buscam ações em comuns, objetivos em comum, e socialmente serem iguais e alinhados buscando serem comuns uns aos outros, evidenciamos uma comunidade que busca um padrão de normalidade e de anormalidade para julgar e condenar a seu modo de pensar e agir em massa. A pessoa que foge do padrão, ou não visualiza o “SER COMUM” que todos veem e buscam, são condenados a estarem em cima do muro, ou a serem a favor da radicalização e da normalização dos diferentes. Utilizam de um pré-conceito extraído de massas, por gerações e gerações, não buscando pensamentos individuais e reflexões próprias. Quando colocamos todas as nossas crenças em “prova real”, nos colocamos como sujeitos independentes, donos de nossos pensamentos e ações em questionamento. Acredito ser mais interessante e provocativa esta alternativa, intelectualmente, pois somos seres pensantes. Ou não?! 
Porém, voltando ao prumo da peça, e ao seu conteúdo, critico provocante e inovador. Os jogos criados no espetáculo, as estereotipias presente nos corpos e risadas dos atores modelados em cena quase como bonecos, puxados por fios, a troca constante de papéis, ações e risadas, e a inquietação transferida ao público a cada ação, abriram o campo da reflexão. 
Pude perceber alguns princípios dos quais trabalhamos em sala de aula, na prática: brincar com o peso, andar pelo quadril, o exercício de movimentar uma articulação por vez, e todas de uma só vez, entre outros. 
Na última cena, quase como uma dança, víamos duas pessoas trocando de papéis em volta de uma cadeira, uma música suave trazia leveza aos corpos dos atores e para aquele momento de êxtase, ou metamorfose. Absolutamente, é apresentado o momento mais emocionante e confuso do espetáculo - pois nem no final pude relaxar com respostas prontas. 
Afinal, eram dois atores na troca de papéis? Duas pessoas em transição? Ou apenas um corpo com dois pensamentos distintos em cena? 





Mayara Cristina da Conceição, 22 anos, é estudante de Fonoaudiologia e participante do projeto Terapeutas da Alegria.  



Esse corpo meu?
por Guilherme Raphael Caldeira*
Foto: Lote84

O espetáculo questiona os padrões sociais, e que cria diversas imagens na mente do espectador. Podemos notar na linguagem utilizada, que não usa de nenhuma palavra propriamente dita, que sua metodologia está nos símbolos apresentados e nas várias maneiras que podem ser interpretados, isso sem fugir do foco, que mesmo não sendo único, faz jus ao título da peça. 
Os dois corpos a princípio em cena aparentam não querer demonstrar que são “homem” e “mulher”, mas sim, apenas corpos. As risadas e expressões que ambos dão ao se olharem lembram de certa forma a reação ao se ver algo “novo”. O que ajuda na construção do pensamento do que é o corpo em si. 
É notável como as formas simples podem levantar questões e criar formas para o espectador, como “Por que não posso ouvi-los dizer o texto?” ao “Por que eles trocaram de lugar?”. Ao fazer os personagens trocarem de roupas vemos o quanto a maneira de se vestir influencia na nossa mente, visto que sabemos que são as mesmas pessoas, mas ao mesmo tempo, são pessoas diferentes ao usar roupas diferentes. 
A habilidade dos atores tem muita influência, visto que o espetáculo exige um trabalho corporal que seja limpo, com ações simples e precisas, e que lapidam as cenas com a entonação e contrastes necessários, sem “fingir” ser ou “tentar parecer algo”, situações essas que Denise e Max fazem parecer fácil, enquanto mudam suas intenções para agir de uma forma mais “masculina” por assim dizer, ou mais “feminina” por assim dizer. As ações em cena também contam, mesmo a de se sentar de uma maneira e mimicar os movimentos do outro é um jogo performático que faz com que mais questionamentos surjam. E jogar a pergunta “Esse corpo meu?” para a plateia faz com que os mesmos acabem se perguntando isso. 
E o melhor disso é você não receber uma resposta pronta para a tal pergunta, mas sim você usar de suas experiências e conhecimentos para tentar responde-la. 
Podemos ver que o espetáculo é praticamente todo marcado com a música, o que além de ser sutil serve muito bem o propósito tanto de camuflar as trocas de figurino quanto a de dar ritmo às cenas . Músicas que mesmo tocando em loop, remixadas em um ótimo trabalho da Hedra Rockenbach, se encaixam no contexto das cenas ditando um compasso diferente para cada uma delas. 
A peça aborda também a questão do ser humano que tenta ser o que não é, que se espelha na imagem do outro, muitas vezes não se dando conta enquanto se transforma completamente, e que em nada lembra o que era antes. Mesmo essas mudanças não sendo sempre algo ruim. O que leva a discussões sobre os padrões de beleza estabelecidos pela sociedade, que influenciam nas decisões tomadas por alguns indivíduos, e que consequentemente afetam outros a sua volta. 
Há também um questionamento sobre as máscaras que utilizamos, sendo apresentadas no espetáculo por figuras da música popular, são exemplos de como as pessoas mudam quando estão se escondendo atrás de algo, ou alguém, exemplificado pela maneira que os personagens agiam usando as máscaras e depois sem as mesmas. Podendo ser levada em consideração a questão sobre as máscaras sociais que usamos em cada ambiente e da maneira que elas influenciam no nosso comportamento. 
Uma grande sacada foi quando por último observamos as máscaras dos atores Denise e Max, te fazendo pensar que talvez você próprio seja uma máscara, ou um reflexo de algo para alguém. E que talvez mesmo sem querer, você pode acabar se tornando essa imagem. 
Outro ponto que me lembrei após o debate sobre a peça foi o crescendo que existia durante as cenas em que os atores estavam “sem roupa”, que começou com ações sutis, mas que ao decorrer do espetáculo foram se intensificando, criando um contraste significante em relação às cenas. 
Na última cena, vemos os personagens brincando com brinquedos característicos, que te fazem refletir sobre como na nossa infância somos guiados através de um caminho já estabelecido, não tendo a oportunidade de poder escolher qual queríamos seguir. Muito da nossa sexualidade é definido na nossa quando somos crianças, e a cena final demonstra muito disso. Ao final, com a troca de lugares entre os dois personagens, com cada um deles mimicando e repetindo as mesmas ações que o outro fica a pergunta do “Qual é a diferença?”.




Guilherme Raphael Caldeira, 19 anos, é aprendiz de RH na Brasil Foods.  



Esse corpo meu?
por Gabriel Felipe Spronello* 
Foto: Lote84

Esse corpo meu? Eu sou o ser que está no reflexo do espelho ou sou um ser diferente? Quem sou eu? Eu sou humano... porém sou algo além disto? Sou um homem, uma mulher, um animal, um macaco (sem pelo), um ser que pensa e se modifica enquanto tenta experimentar coisas que mal sabe o resultado, sou um ser pensante... mas quem sou eu? Ou melhor, sou exatamente o que? 
Questionamentos e suscitações que aparecem depois de assistir a estreia da peça “esse corpo meu”. O tema é abrangente, apesar de brincadeiras sonoras ao fundo (já que não existem falas, somente sons em off) ditam palavras que iniciam com “trans”. Transpirar, transcender, trans, trans, trans (relevando o assunto dito como principal na peça, a transexualidade). A peça é muito além do até então tema único da transexualidade, ela é em última instância, assim como toda obra artística, uma obra sobre o ser humano. Nós os seres humanos quando nos conectamos com funções artística (e culturais) sempre relevamos o nosso próprio estado. Sempre falamos sobre nós mesmo. A arte é de alguma maneira em última instância sobre o ser humano. Partindo desse pressuposto, a peça em questão “esse corpo meu?” questiona o ser humano e as motivações de ser. Somo aquilo que vimos. A propaganda é realmente algo que guia nossas escolhas? 
Dois personagens que interagem entre si são as personagens da peça. Não tem nome e não falam. Não buscam se aproximar do espectador, só buscam demonstrar e jogar ao ar assuntos e questionamentos. De uma maneira ou de outra acabam contando uma estória sem narrativa linear distribuídas em cenas. 
Usam uma roupa cor de pele, que aparenta ser a roupa sem “discriminação de gênero”, a roupa onde o ser humano se desprende de todas as suas travas cerebrais/sociais e voa sem limites, porém, como nada é um mar de rosas, em alguns momentos o ser que não se distingue por gêneros vive tentando se enquadrar. 
Ciclos de cenas se repetem. Uma bolinha jogada no meio da perna do outro “ser” desenvolve o início de outra cena; O fato de uma mulher e de um homem reproduzirem os seres sem gênero só atiça mais as questões que a peça propõe; Com o desenvolvimento da peça, os personagens vão tentando se enquadrar em padrões de convívio e de aparência. Trocam de roupa com frequência, questionam sempre se “está bom?” a plateia; 
Como a peça não é dividida em “atos” diferentes os atores ficam sem parar, todo o período da peça em movimento. Trocam de roupa em cena (e nesse momento, sempre que algum dos dois atores começa a trocar de roupa, o outro distraí a plateia com movimentos até então sem sentindo se não o de distrair a plateia no hiato que é o período de troca de roupa). A troca de roupa inclusive acontece rapidamente (e é necessário muita destreza para isto..) em cena atrás de dois pilares negros. 
Os atores usam de movimentos característicos e ações para desenvolver a cena. É com frequência lindo assistir a forma com que os membros se movem, como a respiração é controlada, como as pernas se movimentam, todo o controle corporal e muscular. Como a grande maioria de ações se complementam e montam a narrativa desconexa dando a ela um sentido (única de pessoa para pessoa). É um teatro no mínimo diferente, e não acredito que classificar obrar artística ajude-as, porém, aparenta (e é) um teatro contemporâneo ótimo. Não pretende ser pois é. 
A direção (apesar de eu não ter conhecimento dos processos efetuados para chegar onde chegou) é concisa e forte. A imagem transmitida é clara, não existem ações que não se entendem, a iluminação é variada e de certa maneira complementa grande parte das cenas de maneira mágica, em momentos é difícil não se sentir absorvido pela risada histérica da personagem que tenta se enquadrar ao convívio e negar o seu “eu”. 
A música, por fim, é outro grande aspecto positivo que aparece em cenas onde as vozes que narram frases desconexas e muitas vezes com sentido unicamente complementar as ações, aparece. Músicas pop e contagiantes foram dispostas de maneira como se uma peça caísse no quebra cabeça (a última peça que faltava) e completasse todo um ciclo de construção. 
Finalmente, não consigo achar pontos negativos (apesar de ter certeza que estes existem, pois, nada é perfeito e não é possível se enganar quanto a isto, sempre existe algo que possa ser melhor e a perfeição de verdade não existe em nenhum sentido), todas as ações aparecem complementando-se. Todas as cenas são também complementares e suscitam ideias interessantes. Talvez algo pudesse ser feito diferente, talvez uma música pudesse ser trocada, uma iluminação enfraquecida, uma ação reduzida, mas, qualquer modificação acabaria por desestruturar a grande e complexa montagem que ficou, em minha humilde opinião, extraordinária.







* Gabriel Felipe Spronello, 20 anos,  é estudante de Direito e Auxiliar de Departamento Pessoal.



sexta-feira, 18 de abril de 2014

Coloque na agenda!

Já está no ar a programação do Festival Nacional de Teatro de Chapecó. Agende-se!

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quarta-feira, 2 de abril de 2014

Um, Dois, Três: Alice! selecionado para o Festival Nacional de Teatro de Chapecó

Foto: Fernanda de Freitas Pereira
A Secretaria de Cultura de Chapecó reuniu no último dia 12 a comissão de seleção formada para a escolha dos espetáculos que farão parte da programação oficial do Festival Nacional de Teatro de Chapecó, Edição 2014.

A comissão de seleção foi integrada por Cassio Fernando Correia, Presidente da FECATE - Federação Catarinense de Teatro, presidente da AJOTE - Associação Joinvilense de Teatro e bacharel em artes cênicas pela FURB - Universidade Regional de Blumenau; Afonso Nilson Barbosa de Souza, analista de programação social do SESC/SC e mestre em teatro pela UDESC – Universidade do Estado de Santa Catarina, e Leandro Barreto Dutra, artista circense e mestrando em educação e arte pela UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora.

A Téspis Cia. de Teatro participará pelo segundo ano consecutivo do festival, com a sua versão de Alice no País das Maravilhas de Lewis Carrol, intitulada Um, Dois, Três: Alice!.

Um, Dois, Três: Alice! explora a ludicidade tanto no jogo corporal dos atores como no uso de objetos em cena. Para contar a aventura de Alice que mergulha em um mundo cheio de enigmas e fantasias, a Téspis Cia de Teatro, lança mão de diversos elementos, como: cenários que se movem e se transformam em diversos ambientes, objetos de brinquedo que ajudam a compor os personagens e a utilização de projeção de vídeos. O Coelho Apressado, A Rainha de Copas, A Duquesa, A Lagarta, O Chapeleiro Maluco, Os Animais da Floresta, As Cartas de Baralho e Alice, encontram-se novamente para recontar essa história que tem mais de 150 anos, mas não deixa de encantar crianças e adultos.

O festival, programado para acontecer no período de 19 a 26 de maio, contará com grupos locais (Cia. de La Curva - Magus e Voeverá Companhia de Teatro - Os Construtores de Muros) e grupos nacionais (Cia Teatro Lumbra (Porto Alegre/RS) - Sacy Pererê –A lenda da Meia Noite; Téspis Cia de Teatro (Itajaí/SC) - Um, Dois,Três: Alice!; Cia do Abração (Curitiba/PR) - O Mapa do Meu Mundo e Cia Carona de Teatro (Blumenau/SC) - Das Águas).

Foto: Fernanda de Freitas Pereira

terça-feira, 1 de abril de 2014

Lançamento do curta metragem Pela Boca!


Demorou, mas chegou!
O curta metragem Pela Boca vai ter seu lançamento nesse final de semana, na premiere do 4º Festival Internacional de Cinema - Cineramabc, dentro da Mostra Catarina.

Com a participação dos atores da Cia. (Jônata Gonçalves, Denise da Luz e Max Reinert), Pela Boca conta a história de Josué, um jovem pescador que luta para conquistar um amor impossível.

Direção: Diego Lara
Produção: Tac Filmes 

Ajudem a divulgar e compareçam!

domingo, 9 de março de 2014

Téspis apresenta dois corpos e outras variações sobre o comportamento humano



Embora tenha se adaptado a inúmeras intempéries, moldando-se ao estilo de vida contemporâneo à sua época e, dessa forma, ser a espécie mais bem sucedida em nosso planeta, a humanidade ainda possui, enraizados em sua pele, tabus e preconceitos quase primitivos. Olhando com um pouco mais de atenção ao nosso redor talvez estejamos vivendo hoje em dia um período de transição onde algumas questões são postas à prova quando pensamos nos enquadramentos sócio-culturais que a TV, a moda e os ditos “padrões de comportamento” nos impõem.

A quebra de paradigmas, a desconstrução do eu e do binômio masculino e feminino, a mercantilização do corpo e a busca pelo perfeito são algumas das temáticas levantadas no novo espetáculo “Esse corpo meu?”. Uma coprodução realizada entre a Téspis. Cia. de Teatro de Itajaí e a Periplo Compañia Teatral de Buenos Aires.

Desde o ano de 1997 a Téspis realiza esse intercâmbio teatral com a companhia argentina. Desse encontro artístico já resultaram alguns trabalhos de muito sucesso, como o espetáculo “Bodas - um ato cotidiano” que estreou em 2000 e em seus cinco anos de existência foi apresentado em vários festivais brasileiros e países da América Latina acumulando ótimas críticas e várias premiações. Em 2012, foi criado um novo projeto para dar continuidade no aprofundamento dos estudos teatrais entre essas duas companhias. A partir do tema “transexualidade e a normalidade do sexo”, a iniciativa foi contemplada pelo Edital Iberescena. Um programa de fomento criado em novembro de 2006 pela Cúpula Ibero-americana de Chefes de Estado e Governo. Atualmente ele é integrado por 11 países e tem como objetivo integração e o aporte necessário para a promoção de artes cênicas ibero-americanas.

Para a concretização desse projeto, a Téspis Cia. de Teatro ainda contou com o apoio do Edital de Intercâmbio Cultural da Fundação Cultural de Itajaí que possibilitou a ida dos atores para Buenos Aires. Além disso, no final de 2013, a companhia foi premiada com o Edital Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura. Apoio financeiro conferido anualmente pela Fundação Catarinense de Cultura que tem como alguns de seus objetivos fomentar iniciativas culturais e artísticas do Estado.

Ao longo do processo de construção de Esse Corpo Meu? surgiu a necessidade de ampliar a discussão sobre o tema “transexualidade”. O resultado que a Téspis Cia. de Teatro traz ao palco é um espetáculo cheio de camadas e com a intenção de provocar várias reflexões sobre o modo de se moldar ou mesmo de se transformar para ser reconhecido dentro de um meio social. Porém, através de uma linguagem pop, dinâmica e performativa. “O recorte sobre o tema ampliou-se durante a montagem para a questão dos padrões impostos pela mídia, pela sociedade, pela cultura em geral. Padrões de corpo, de beleza, de comportamento, do que é ser feminino e do que é ser masculino. Enfim, a discussão sobre quais são os padrões estabelecidos e o que as pessoas fazem para encaixar-se neles”, destaca atriz Denise da Luz que juntamente de Max Reinert compõe o elenco do espetáculo. A companhia também repete, pela terceira vez, a parceria com Hedra Rockenbach, ambientadora sonora do Grupo Cena 11 Cia. de Dança de Florianópolis.

Com a direção do argentino Diego Cazabat e a assistência de direção de Hugo De Bernardi, ambos integrantes da Periplo Compañia Teatral, o espetáculo aborda distintos pontos de vista, enfoques, afirmações e contradições do modo de vida da sociedade. Os personagens dessa peça são reflexos de homens e mulheres que buscam incansavelmente alcançar uma imagem que encaixe em algum tipo de classificação aceita. Quando, na maioria dos casos, essa aceitação não existe. “Um mundo de estrangeiros em seus próprios corpos”, completa Cazabat.

Serviço:
O que? Estreia do espetáculo Esse Corpo Meu?
Quando? 15 e 16 de março (sábado e domingo), às 20h30
Onde? Teatro Municipal de Itajaí
Quanto? Ingresso gratuito
Indicação etária: 16 anos

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Ficha Técnica:
Atuação: Denise da Luz e Max Reinert
Direção: Diego Cazabat
Diretor assistente: Hugo De Bernardi
Dramaturgia: Processo colaborativo entre a Téspis Cia. de Teatro e Periplo Compañia Teatral
Ambientação Sonora: Hedra Rockenbach
Figurinos: Cristine Conde e Denise da Luz
Costureira: Lélia Machado de Melo
Cenário e Iluminação: Max Reinert e Diego Cazabat
Cenotecnia: Fer-Forge
Operação técnica: Jônata Gonçalves
Design gráfico: Max Reinert
Fotografias: Lote 84
Produção executiva: Téspis Cia. de Teatro
Apoio: Projetos patrocinados através dos editais Iberescena e Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Vem aí!!!



Como se passa de uma margem a outra?
Como o desejo pode desafiar a morte do corpo?
Transmortes

Primeiro são corpos
CorposErros
Corpos COM erros
Corpos com erros que caminham por esquinas nas noites

Onde está o erro nesse corpo que anda como qualquer outro?
TransErroAndante

É uma menina?
É um corpoMeninaAndante
Para caber na lógica. Heterológica. NormatoHeteroLógica?
Sou assim?